Prémio FAZ Ciência 2026

O Prémio FAZ Ciência é uma iniciativa da Fundação AstraZeneca que pretende distinguir atividades de investigação científica translacional na área de oncologia. A edição de 2026 consagra uma bolsa de oitenta mil euros à candidatura vencedora.




Edição de 2026 do Prémio FAZ Ciência

As candidaturas podem ser submetidas entre 2 de março e 30 de abril através do endereço eletrónico: premiofazciencia@astrazeneca.com.


Quem se pode candidatar?

As candidaturas podem ser submetidas por pessoas singulares, por um grupo de pessoas singulares, ou por pessoas coletivas sedeadas ou não em Portugal que sejam instituições, organizações, sociedades ou associações que desenvolvam investigação científica/clínica, independentemente de a investigação ser ou não levada a cabo por profissionais de saúde.


Quais os requisitos para submeter uma candidatura?

Convidamos a consulta ao Regulamento do Prémio. A premissa fundamental é ter por objeto a prossecução de atividades de investigação científica na área de oncologia.


Em que consiste o Prémio?

A Comissão de Avaliação designada selecionará um projeto ao qual será atribuída uma Bolsa correspondente a um valor variável até € 80.000,00 (oitenta mil euros). Caberá exclusivamente à Comissão de Avaliação decidir pelo valor a atribuir, podendo a candidatura vencedora ser financiada na totalidade do apoio solicitado ou apenas em parte.


Quem avaliará as candidaturas?

Conheça os cinco elementos que fazem parte da Comissão de Avaliação da edição de 2026 do Prémio FAZ Ciência.



Henrique Veiga-Fernandes (Preside)

Henrique Veiga‑Fernandes estudou Medicina Veterinária na Universidade de Lisboa, Portugal, e na Università degli Studi di Milano, Itália. Em 2002, obteve o doutoramento (PhD) em Imunologia pela Université René Descartes, Paris, França, antes de se mudar para o National Institute for Medical Research, Londres, Reino Unido, como Senior Investigator Scientist. Em 2009, transferiu o seu laboratório para o Instituto de Medicina Molecular, Portugal, e integrou a equipa de direção entre 2014 e 2016. Henrique Veiga‑Fernandes juntou‑se ao Champalimaud Centre for the Unknown, Portugal, em 2016, onde é Investigador Principal (Full Investigator) e foi diretor do Champalimaud Research entre 2018 e 2024. Henrique Veiga‑Fernandes fez descobertas fundamentais na imunidade adaptativa e inata, sendo pioneiro na área das interações neuro‑imunes periféricas na saúde e na doença.

Henrique Veiga‑Fernandes integra o Board of Reviewing Editors da Science (AAAS), EUA; é membro da European Molecular Biology Organisation (EMBO) e integra o comité de membros da EMBO desde 2024. Foi agraciado Comendador da Ordem de Sant’Iago da Espada por Portugal em 2015 e foi membro do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação no XXII Governo de Portugal em 2021‑2022. Obteve várias bolsas do European Research Council (ERC) (2007, 2013, 2015, 2017 e 2023) e foi selecionado para se tornar embaixador do ERC em Portugal em 2025. Entre outros, venceu o Prémio Pfizer de Ciência Básica (2014, 2016, 2020 e 2022), o Allen Distinguished Investigator Award (EUA) em 2018 e o Chan Zuckerberg Initiative (CZI) Award (EUA) em 2020.





Inês Vaz-Luis

Inês Vaz Luis, médica oncologista e investigadora, é uma especialista de reconhecimento internacional na área da sobrevivência de cancro e na avaliação da qualidade de vida após o tratamento.

No Gustave Roussy, lidera o programa médico‑científico INTERVAL, centrado na vida após o cancro, com o objetivo de melhorar a identificação e a prevenção das toxicidades relacionadas com os tratamentos. É também responsável pelo grupo de investigação em Cancer Survivorship na Unidade Inserm U981 e subdiretora do Departamento Interdisciplinar de Organização do Percurso do Doente (DIOPP).

 

A nível nacional, co‑coordena o desenvolvimento científico da investigação baseada na coorte CANTO (CANcer TOxicities), que estuda os efeitos adversos sentidos por mulheres tratadas por cancro da mama localizado, com vista a identificar as populações de maior risco e a adaptar os cuidados em conformidade. Lidera igualmente o desenvolvimento da WeShare, uma plataforma digital nacional de investigação partilhada, dinâmica, integrada e centrada no doente, coordenada pela Unicancer, destinada a acelerar a descentralização da investigação em oncologia, em particular nas ciências humanas e sociais aplicadas aos cuidados oncológicos.

Concluiu os estudos médicos em Portugal antes de se mudar para os Estados Unidos, onde obteve um mestrado em Investigação Clínica pela Harvard Medical School. Permaneceu nos EUA durante quase cinco anos, como Professora Auxiliar no Dana‑Farber Cancer Institute, afiliado da Universidade de Harvard.

Desde que se juntou ao Gustave Roussy, em 2016, tem prosseguido a investigação, focando‑se na quantificação da carga terapêutica, na estratificação das toxicidades relacionadas com o cancro e no desenvolvimento e implementação de intervenções para mitigar a deterioração da qualidade de vida.

É autora de mais de 100 publicações internacionais com revisão por pares e realizou mais de 200 apresentações em congressos internacionais (índice H do Google Scholar: 29). Integra o conselho executivo da rede internacional BIG against breast cancer e participa em comités científicos da European Society for Medical Oncology (ESMO) e da American Society of Clinical Oncology (ASCO).

Em 2024, foi distinguida com o prémio International Women Who Conquer Cancer Mentorship Award, atribuído pela ASCO e pela sua fundação, Conquer Cancer.





Joana Paredes

Joana Paredes é Investigadora Principal do grupo Cancer Metastasis no i3S e Professora Afiliada na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Licenciou-se em Biologia pela Universidade de Coimbra em 1999 e concluiu o Doutoramento na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 2004. Trabalhou ainda no Cancer Research Laboratory da Universidade de Ghent (Bélgica), um laboratório de referência na área da adesão celular e cancro. Ao longo da sua carreira científica, tem-se dedicado a compreender os mecanismos moleculares mediados pela adesão célula–célula que regulam a invasão coletiva das células tumorais, o seu comportamento metabólico e as suas propriedades estaminais, sustentando a utilização de moléculas de adesão como biomarcadores de prognóstico e preditivos em oncologia. Foca-se também na identificação dos principais fatores envolvidos no organotropismo metastático, particularmente na metastização óssea e cerebral.

Foi Presidente da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro (ASPIC) entre 2020 e 2024 e é atualmente membro da Comissão Científica da European Network for Breast Development and Cancer (ENBDC), assim como da Comissão Científica do Grupo de Investigação Português em Cancro da Mama (PARTNER). Integra ainda a USA-Portugal Initiative against Cancer (UPIC), um programa científico colaborativo transatlântico que visa promover a investigação em cancro e fomentar parcerias entre investigadores dos EUA e de Portugal. 





Lúcio Lara Santos

Lúcio Lara Santos é cirurgião oncológico e académico, atualmente diretor do Departamento de Oncologia Cirúrgica do Instituto Português de Oncologia, no Porto, onde também é responsável pela Unidade de Cuidados Intermédios de Cirurgia. No percurso académico, é Professor de Oncologia Cirúrgica na Universidade Fernando Pessoa e no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (Universidade do Porto), contribuindo para a formação de médicos e investigadores e para a ligação entre prática clínica e investigação translacional. É Assistente Graduado Sénior em Cirurgia desde 2022, possui agregação em Medicina e Oncologia pelo ICBAS (2019) e doutoramento em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (2003). Para além da atividade hospitalar e docente, preside à Secção de Oncologia Cirúrgica da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SO‑SPO), é Editor‑Chefe da Revista Portuguesa de Cirurgia, integra as equipas de investigação do Porto Comprehensive Cancer Centre e do RISE, e é membro da direção do Grupo Português de Investigação do Cancro Digestivo (GICD). Mantém ainda uma forte ligação à cooperação internacional, participando no grupo de Oncologistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e na African Organisation for Research and Training in Cancer (AORTIC), promovendo redes de colaboração e formação em oncologia cirúrgica.





Rui Soares

Rui Soares é Assistente Hospitalar no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, onde coordena o Gabinete de Investigação, impulsionando projetos clínicos e translacionais na área da oncologia. Em paralelo com a atividade assistencial e de gestão de investigação, é Assistente Convidado na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, contribuindo para a formação de médicos e investigadores e integrando a ponte entre prática clínica e academia. A sua atividade científica desenvolve-se no iCBR (Coimbra Institute for Clinical and Biomedical Research) e no CiBB (Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia) da Universidade de Coimbra.