A AstraZeneca lançou na década de 70 o seu primeiro medicamento para o tratamento da asma.
Desde então o portfólio nesta área tem vindo a crescer, trazendo constantemente para o mercado fármacos inovadores. A última novidade, foi a associação de um broncodilatador de longa acção, e um anti-inflamatório, num único inalador, para o tratamento da asma e da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC).
Asma
A asma brônquica constitui um importante problema de saúde pública. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), entre 100 a 150 milhões de pessoas no mundo sofrem de asma, tratando-se portanto de uma das doenças crónicas mais frequentes. Em Portugal, estima-se uma prevalência de asma de cerca de 10 % (1) pelo que esta doença afecta aproximadamente 1 milhão de portugueses, associando-se a custos directos e indirectos muito significativos. Nos custos directos, podemos incluir as consultas médicas, idas ao serviço de urgência, internamentos hospitalares, medicação e exames complementares de diagnóstico. Nos custos indirectos, podemos incluir o absentismo laboral do doente ou de um seu familiar, as despesas relacionadas com incapacidades temporárias e a mortalidade precoce (anos de vida perdidos).
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma importante causa de morbilidade crónica e de mortalidade em todo o mundo. Embora a DPOC seja reconhecida há muitos anos, a crescente incidência e mortalidade vem preocupando as autoridades de saúde Pública. Isto deve-se, em grande parte, ao aumento do uso de produtos do tabaco em todo o mundo e às alterações das estruturas etárias das populações nos países em desenvolvimento.
Em Portugal, estima-se uma prevalência de DPOC em cerca de 14,2% (2) pelo que afecta 1.4 milhões de Portugueses. O tabagismo tem, nesta patologia, um papel deveras importante, influenciando o aparecimento da DPOC em mais de 80% das vezes.
1) Gaspar A e tal, Rev Port Imunoalergologia 2006; 14 (supl 2): 27-41
2) Barbara C in Publico, 19 de Abril de 2011