Visamos fortalecer a nossa posição na área das doenças do Sistema Nervoso Central.
Visamos fortalecer a nossa posição na área das doenças do Sistema Nervoso Central através de um vasto leque de medicamentos destinados a preencher as necessidades terapêuticas na área da psiquiatria, nomeadamente no tratamento da esquizofrenia, da perturbação bipolar, na terapêutica da dor e na área cognitiva.
As necessidades terapêuticas continuam a ser significativas em muitas áreas:
- A depressão e a ansiedade continuam a estar subdiagnosticadas e subtratadas, com 15% da população a apresentar, pelo menos uma vez na sua vida, um episódio grave de depressão; a perturbação depressiva major é uma doença que envolve o corpo, o humor e os pensamentos; o seu diagnóstico passa muitas vezes despercebido, quer por falta de reconhecimento da depressão como doença, quer porque os seus sintomas são atribuídos a outras causas como as doenças físicas, o stress, entre outras; as perturbações depressivas são caracterizadas pelo seu curso recorrente, muitas vezes crónico; impactam negativamente na qualidade de vida dos indivíduos afectados mais do que qualquer outra doença, e frequentemente, conduzem ao suicídio.
- A esquizofrenia é uma doença grave, cujos sintomas incluem percepções distorcidas da realidade; afecta cerca de 1% da população mundial e, sendo uma doença crónica, o tratamento consiste no controlo dos sintomas.
- A perturbação bipolar atinge 17 milhões de pessoas nos principais países ocidentais - se considerarmos as formas menos intensas desta doença, a prevalência pode chegar aos 8% da população; é caracterizada por alterações do humor que se manifestam pela alternância de períodos de depressão, mania e de normalidade; persiste a dificuldade no diagnóstico correcto destes doentes sendo frequentemente tratados de forma inadequada;
- A doença de Alzheimer afecta actualmente cerca de 24 milhões de pessoas em todo o mundo; estima-se que a sua prevalência oscile em torno dos 4% a 5% após os 65 anos de idade e que a sua incidência se aproxime de 50% próximo aos 90 anos; torna-se importante fomentar a investigação nesta área tendo em conta que a actual terapêutica não altera de forma significativa o avanço progressivo da perturbação neurodegenerativa, conduzindo a perdas irreparáveis da função neurológica.
- A dor crónica, que afecta mais de 20% da população, constitui uma necessidade terapêutica importante, sendo a gestão da dor o motivo mais comum para a procura de cuidados médicos.